Imagem ilustrativa — cirurgia da mão

Rizartrose vs De Quervain: diferenças na dor no polegar

Rizartrose é artrose na base do polegar; De Quervain é inflamação de tendões. Entenda sintomas, diagnóstico e tratamento com cirurgião de mão.

Dr. Alexandre Aoyagui
Dr. Alexandre Aoyagui Cirurgião de Mão — CRM-SP 128.880 — São Paulo
Dr. Alexandre Aoyagui
Escrito por Dr. Alexandre Yoiti Aoyagui
Cirurgião de Mão • CRM-SP 128.880 • RQE Cirurgia da Mão 114818 • Ortopedia 114817 • TEOT 12612
Corpo clínico: Hospital Israelita Albert Einstein • Hospital Sírio-Libanês • +5.000 cirurgias realizadas

Qual a diferença entre rizartrose e tendinite de De Quervain no polegar?

Rizartrose é a artrose da articulação da base do polegar, que causa dor ao movimento e desgaste progressivo da cartilagem. Tendinite de De Quervain é a inflamação de tendões que passam pelo lado do punho, próximo ao polegar, provocando dor ao movimento do dedo.

  • Rizartrose atinge a articulação trapézio-metacarpal na base do polegar
  • De Quervain inflama os tendões abdutor longo e extensor curto do polegar
  • Ambas causam dor lateral, mas em locais e mecanismos distintos
  • O diagnóstico diferencial é clínico e por imagem

O que é rizartrose e por que ela acontece na base do polegar?

Rizartrose é o desgaste da cartilagem da articulação trapézio-metacarpal, situada na base do polegar. Esta articulação permite os movimentos de pinça e oposição do polegar aos demais dedos, sendo muito exigida no dia a dia.

O desgaste ocorre por sobrecarga repetitiva, envelhecimento natural, predisposição genética e fatores hormonais. Estudos indicam que a condição é mais comum em mulheres acima de 50 anos, especialmente após a menopausa, e pode afetar uma ou ambas as mãos.

A articulação em forma de sela permite ampla mobilidade, mas também concentra grande pressão durante atividades de preensão, o que acelera o desgaste ao longo dos anos.

Quais são os sintomas típicos de rizartrose e de tendinite de De Quervain?

Na rizartrose, a dor localiza-se na base do polegar, piora ao realizar pinça (como abrir potes ou girar chaves) e pode vir acompanhada de inchaço, rigidez e deformidade progressiva. O paciente sente dificuldade para segurar objetos pequenos e nota perda de força.

Na tendinite de De Quervain, a dor concentra-se no lado do punho próximo ao polegar, especialmente ao desviar o punho ou fechar o polegar dentro da mão. O teste de Finkelstein — punho fechado sobre o polegar e desvio ulnar — costuma reproduzir a dor característica.

Embora ambas provoquem dor ao usar o polegar, a localização anatômica precisa e os movimentos que desencadeiam o desconforto ajudam a distinguir as duas condições durante o exame clínico.

Como é feito o diagnóstico de rizartrose e De Quervain?

O diagnóstico começa pela história clínica detalhada e pelo exame físico, em que o cirurgião de mão avalia os movimentos do polegar, localiza a dor e realiza testes específicos. Na rizartrose, a dor à palpação e à mobilização da base do polegar é característica; na De Quervain, o teste de Finkelstein é positivo.

Radiografias simples da mão mostram o desgaste articular, estreitamento do espaço e formação de osteófitos na rizartrose. Já na tendinite de De Quervain, as radiografias geralmente são normais, mas ultrassonografia ou ressonância podem evidenciar espessamento da bainha dos tendões.

A confirmação definitiva e o planejamento terapêutico dependem sempre de avaliação presencial com especialista em cirurgia da mão.

Quando procurar um cirurgião de mão para dor na base do polegar?

Procure avaliação especializada quando a dor na base do polegar ou no lado do punho persistir por mais de duas semanas, limitar atividades cotidianas ou não melhorar com repouso e analgésicos simples. Sinais como inchaço persistente, perda de força, dificuldade para segurar objetos ou deformidade visível também indicam necessidade de consulta.

O diagnóstico precoce permite iniciar tratamento conservador adequado e evita progressão da artrose ou cronificação da tendinite. Na rizartrose, o acompanhamento regular auxilia no controle dos sintomas e na definição do momento mais apropriado para eventual cirurgia.

O Dr. Alexandre Yoiti Aoyagui atende na Av. Ibirapuera, 1753 — Moema, São Paulo, com corpo clínico no Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Sírio-Libanês, e experiência em mais de 5.000 cirurgias de mão. Agende sua avaliação pelo WhatsApp.

Quais são os tratamentos para rizartrose e De Quervain?

Para a tendinite de De Quervain, o tratamento inicial inclui repouso relativo, órtese de imobilização, anti-inflamatórios e fisioterapia. Infiltração com corticoide na bainha tendínea pode trazer alívio prolongado. Quando as medidas conservadoras falham, a cirurgia consiste na liberação da bainha tendínea, procedimento simples e com boa taxa de sucesso.

Na rizartrose, o tratamento conservador envolve órtese para estabilizar a base do polegar, analgésicos, anti-inflamatórios, medidas de proteção articular e fisioterapia. Infiltrações com corticoide ou ácido hialurônico podem aliviar sintomas temporariamente.

Quando a dor se torna incapacitante e não responde ao tratamento clínico, a cirurgia de rizartrose está indicada. Diferentes técnicas cirúrgicas estão disponíveis, como artroplastia de ressecção-suspensão, prótese articular ou artrodese, escolhidas conforme o grau de artrose, demanda funcional e perfil do paciente.

Como funciona a cirurgia para rizartrose do polegar?

A cirurgia mais realizada para rizartrose é a artroplastia de ressecção-suspensão: retira-se o osso trapézio (total ou parcialmente) e reconstrói-se a estabilidade com tendão do próprio paciente, criando um "espaçador" biológico. Este procedimento alivia a dor e preserva a mobilidade do polegar.

Outra opção é a prótese trapézio-metacarpal, indicada em casos selecionados, que substitui a articulação desgastada. A artrodese (fusão articular) é reservada para situações específicas, trocando mobilidade por estabilidade e ausência de dor.

A escolha da técnica depende do grau de artrose, idade, nível de atividade e expectativas do paciente, sendo definida em conjunto durante a avaliação presencial. O procedimento é realizado sob anestesia regional ou geral, em ambiente hospitalar.

Qual o tempo de recuperação após cirurgia de rizartrose?

Após a cirurgia de rizartrose, o polegar permanece imobilizado com tala ou órtese por quatro a seis semanas para permitir a cicatrização dos tecidos. A fisioterapia inicia-se de forma gradual, com ganho progressivo de mobilidade e força ao longo de dois a três meses.

O retorno às atividades leves ocorre entre seis e oito semanas; atividades que exigem força de pinça plena podem levar de três a seis meses. Estudos indicam que a maioria dos pacientes submetidos à artroplastia de ressecção-suspensão apresenta melhora significativa da dor e recuperação funcional satisfatória.

Cada caso evolui de forma individual, e o acompanhamento próximo com o cirurgião de mão e com a equipe de reabilitação é essencial para o melhor resultado possível.

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Perguntas Frequentes

1. Rizartrose tem cura definitiva?

Rizartrose é uma condição degenerativa sem cura, mas o tratamento — conservador ou cirúrgico — controla os sintomas e melhora a qualidade de vida. A cirurgia alivia a dor e restaura função na maioria dos casos.

2. Posso confundir rizartrose com artrite reumatoide?

Sim, ambas podem causar dor e inchaço na base do polegar. A artrite reumatoide costuma ser simétrica, afetar outras articulações e apresentar sinais inflamatórios sistêmicos, enquanto a rizartrose é degenerativa e localizada.

3. A infiltração na base do polegar resolve a rizartrose?

A infiltração com corticoide ou ácido hialurônico alivia temporariamente os sintomas, mas não interrompe o desgaste articular. É uma opção válida no tratamento conservador e pode adiar a necessidade de cirurgia.

4. Tendinite de De Quervain vira rizartrose?

Não. São condições distintas: De Quervain é inflamatória e envolve tendões; rizartrose é degenerativa e afeta cartilagem articular. Uma não evolui para a outra, mas podem coexistir na mesma mão.

5. Quanto tempo dura a imobilização após cirurgia de rizartrose?

A imobilização com tala ou órtese dura geralmente de quatro a seis semanas, conforme a técnica cirúrgica empregada e a evolução da cicatrização. Após esse período, inicia-se a reabilitação com fisioterapia.

6. Posso operar rizartrose nas duas mãos ao mesmo tempo?

Embora tecnicamente possível, o mais comum é operar uma mão de cada vez para facilitar a recuperação e preservar funcionalidade durante o pós-operatório. A decisão depende de avaliação individualizada.

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Artigo escrito por Dr. Alexandre Aoyagui — Cirurgião de Mão em São Paulo.
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