Uma cena que muitos pacientes vivem
Maria tinha 54 anos quando começou a sentir uma dor diferente na base do polegar direito. No início, era só um incômodo ao abrir potes ou girar a chave na porta. Ela ignorou por meses, pensando que era cansaço ou "coisa da idade". Até que um dia, ao tentar segurar a xícara de café pela manhã, a dor foi tão intensa que ela quase derrubou tudo.
Foi então que Maria pesquisou no Google e encontrou a palavra que mudaria sua rotina: rizartrose. O medo tomou conta. "Vou precisar operar? Vou perder os movimentos do polegar? Como vou trabalhar?". Ela marcou uma consulta comigo no consultório em Moema, ainda com lágrimas nos olhos, segurando a mão com cuidado, como se fosse quebrar a qualquer momento.
A boa notícia que dei para Maria naquele dia é a mesma que quero compartilhar com você agora: quando identificada no início, a rizartrose pode ser tratada sem cirurgia. Mas existe uma janela de tempo. E ela não espera.
O que está acontecendo com a sua mão
A rizartrose é o desgaste da articulação na base do polegar, exatamente onde ele se conecta ao punho. Essa articulação tem um nome complicado — trapézio-metacarpiana — mas o que importa é o seguinte: ela é responsável por quase todos os movimentos de pinça que você faz todos os dias.
Abrir uma tampa, segurar o celular, escrever, cozinhar, dirigir... tudo depende dessa pequena articulação. Quando a cartilagem que protege os ossos começa a se desgastar, eles passam a "raspar" um no outro. O resultado? Dor intensa, inchaço, perda de força e aquela sensação de que o polegar "trava" ou "sai do lugar".
A rizartrose é mais comum em mulheres acima dos 50 anos, mas atendo pacientes de todas as idades. O importante é entender: quanto antes você buscar ajuda, maiores as chances de evitar a cirurgia. No estágio inicial, temos várias armas terapêuticas. No avançado, a cirurgia pode ser a única saída para você voltar a viver sem dor.
Ainda dá tempo de evitar a cirurgia? Depende deste fator
A pergunta que escuto quase todos os dias no consultório é essa: "Doutor, eu vou ter que operar?". E a minha resposta sempre começa com outra pergunta: há quanto tempo você sente essa dor?
Se você está no estágio inicial da rizartrose — quando a dor ainda é leve, aparece só em alguns movimentos, e você ainda consegue fazer a maioria das suas atividades — existe uma grande chance de controlarmos a doença sem cirurgia. O tratamento pode incluir medicação anti-inflamatória, infiltrações com corticoide ou ácido hialurônico, uso de órteses específicas e mudanças nos hábitos que sobrecarregam o polegar.
Mas se você já está há meses convivendo com a dor, tomando remédio todo dia, evitando usar a mão e sentindo que a situação só piora, precisamos ser realistas: a cirurgia pode ser a melhor escolha para devolver sua qualidade de vida. E não há vergonha nenhuma nisso. A cirurgia de rizartrose, quando bem indicada e realizada por um especialista em mão, tem excelentes resultados.
O problema é esperar demais. Porque quanto mais você adia, mais a articulação se destrói, mais difícil fica o tratamento conservador, e maior o risco de você perder a janela de oportunidade para evitar o centro cirúrgico.
Quando procurar um cirurgião de mão
Se você se identifica com algum destes sinais, não espere mais uma semana:
• Dor na base do polegar que não melhora com repouso ou anti-inflamatórios comuns
• Dificuldade para abrir potes, girar chaves ou segurar objetos pequenos
• Inchaço visível ou sensação de "osso saliente" na base do polegar
• Perda de força ao fazer movimentos de pinça
• Dor que acorda você à noite ou impede tarefas simples do dia a dia
Cada dia que passa com esses sintomas é um dia a mais de desgaste na articulação. E cartilagem destruída não volta. O que poderia ser resolvido com tratamento conservador hoje, pode exigir uma cirurgia mais complexa daqui a seis meses.
Não estou tentando assustá-lo. Estou sendo honesto, como sou com todos os meus pacientes. A rizartrose é progressiva. Ela não melhora sozinha. E quanto antes você agir, mais opções teremos para preservar sua mão.
Como é o tratamento com o Dr. Alexandre
No meu consultório na Av. Ibirapuera 1753, em Moema, a primeira coisa que fazemos é ouvir sua história. Quero entender quando a dor começou, o que você já tentou, como isso está afetando sua vida. Depois, fazemos um exame físico detalhado e solicitamos os exames de imagem necessários — geralmente uma radiografia já mostra o grau de desgaste da articulação.
Com base nisso, montamos um plano de tratamento personalizado. Se você está no estágio inicial, vamos tentar todas as opções conservadoras antes de pensar em cirurgia. Se a cirurgia for necessária, explico exatamente como funciona o procedimento, a recuperação, e o que você pode esperar de resultado.
Já realizei mais de 5.000 cirurgias de mão ao longo da minha carreira, e opero regularmente no Hospital Albert Einstein e no Sírio-Libanês, dois dos centros de referência em saúde de São Paulo. Minha especialização é justamente em patologias do punho e da mão, incluindo a rizartrose.
Mas mais importante que números é isso: eu trato cada paciente como se fosse único. Porque você é. Sua dor é real, suas limitações são reais, e você merece um tratamento que respeite sua rotina, suas expectativas e sua saúde.
Histórias de quem não esperou
Caso 1: Fernanda, 51 anos, professora
Fernanda veio ao consultório com dor na base do polegar há três meses. Ela mal conseguia escrever no quadro ou segurar o giz. Depois de avaliar, iniciamos tratamento com infiltração e órtese personalizada. Em seis semanas, ela voltou a trabalhar sem dor. Não precisou de cirurgia. Mas se ela tivesse esperado mais seis meses, a história poderia ser outra.
Caso 2: Roberto, 62 anos, aposentado
Roberto demorou demais. Conviveu com a dor por dois anos, achando que ia "passar sozinho". Quando me procurou, a articulação já estava completamente destruída. Fizemos a cirurgia de reconstrução com excelente resultado — hoje ele joga tênis sem dor. Mas ele mesmo me disse: "Doutor, se eu soubesse que ia ficar tão bom, teria operado há muito tempo. Perdi dois anos da minha vida com dor à toa".
Essas duas histórias mostram a mesma lição: agir rápido faz toda a diferença. Seja para evitar a cirurgia ou para não sofrer mais tempo do que o necessário.
O próximo passo está nas suas mãos
Se você chegou até aqui, é porque algo dentro de você sabe que precisa agir. A dor no polegar não é normal. A dificuldade para fazer coisas simples não é "só da idade". E você não precisa viver assim.
Minha agenda costuma ficar cheia com algumas semanas de antecedência, especialmente para primeiras consultas, porque dedico tempo suficiente para cada paciente. Mas sempre dou um jeito de encaixar casos urgentes.
Entre em contato agora pelo WhatsApp e agende sua avaliação. Vamos descobrir juntos em que estágio está sua rizartrose e qual o melhor caminho para você voltar a usar sua mão sem medo e sem dor. Quanto antes você agir, maiores as chances de evitarmos a cirurgia. Mas se a cirurgia for necessária, garanto que você estará em mãos experientes.
Não espere a dor decidir por você. Decida hoje.
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